4 dicas para desenvolver a criatividade na sala de aula

Até pouco tempo, muitos acreditavam que a criatividade era uma competência inata e que não se podia aprender ou praticar para aprimorá-la. Hoje já se sabe que todos podem ser criativos e que é possível sim desenvolver esta competência.

O primeiro passo da criatividade é a imaginação. O ato de imaginar traz ideias de como criar algo totalmente novo, ou ainda, aprimorar algo que já exista. Abaixo, você pode ver ilustrações feitas na primeira década do século X imaginando como seria a vida nos anos 2000. Com algumas exceções, algumas delas estão bem próximas de objetos e tecnologia que usamos hoje em dia:

O que acha desta visão da escola dos anos 2000?
Seria esta a primeira ideia de uma vídeo conferência?
Carros voadores não existem. Mas e se considerarmos o trânsito de helicópteros das grandes cidades?
Seria o primeiro aspirador de pó imaginado? Hoje já temos robôs que fazem a limpeza de casa quando programados.
Patins elétricos ainda não existem. Já os patinetes elétricos compartilhados sã cada vez mais populares nas grandes cidades.

Nos estudos de Benjamin Bloom, e depois nas atualizações de Lorin W. Anderson e David R. Krathwohl, criar (ou a síntese) é uma das habilidades mais difíceis de se dominar, pois é necessário praticar todas as outras habilidades da pirâmide. Ben Johnson, reforça que “de acordo com Bloom, criar é a ordem mais alta de pensamento, ela deve estar na vanguarda de todos os ambientes de aprendizado e um objetivo final. Quando os alunos criam o que imaginam, estão no banco do motorista.” E é ele quem traz as dicas de como fomentar a criatividade entre os estudantes. A principal delas é criar ambientes em que o(a) estudante seja protagonista do seu próprio aprendizado, fornecendo ferramentas e planejando o currículo para que a “mágica aconteça”.

Dica 1: Crie atividades de aprendizagem que permitam aos estudantes explorar sua criatividade de maneiras relevantes, interessantes e que valham a pena. Os projetos podem ser um álbum de figurinhas sobre personalidades brasileiras, um livro ou até criar um objeto a partir de resíduos recicláveis. O importante é dar liberdade para que eles criem os textos, as ilustrações e os seus possíveis usos.

2. Valorize a criatividade, celebre e recompense. Mesmo que a aula seja sobre polígonos, você pode propor para que os estudantes encontrem a forma para além dos muros da escola ou até conectando com obras arquitetônicas. Em seguida, você pode propor para que eles transformem esta forma em algo que amem e pedir para que compartilhem com os demais colegas suas criações. A celebração e a recompensa não precisam ser grandiosas, o simples fato de poder criar algo que gosta e de compartilhar com outras pessoas também são uma forma de valorizar a criatividade de cada um.

3. Ensine os alunos sobre outras habilidades necessárias para ser criativo. Defender ideias, argumentação, raciocínio lógico, dedutivo e a escuta ativa são fundamentais para criar algo que possa ser útil tenha um propósito específico.

4. Restrições estão proibidas em ambientes criativos! Dê aos alunos espaço e estrutura na qual possam ter liberdade pra criar. Pode ser usando objetos simples que, combinados a uma narrativa, podem se tornar um grande espetáculo de bonecos. Vale tudo quando queremos promover um ambiente criativo! Valorize TODAS as ideias, mesmo que sejam pouco comuns ou estranhas. Estimule que gerem muitas ideias, sem pré-julgamentos e sem jogar nada fora. Ofereça objetos para que sejam transformados. A liberdade de testar, errar e reaprender permite que pratiquemos a criatividade em cada um de nós.

Imaginar é um dos verbos essenciais para que os jovens possam se preparar para os desafios deste novo século e, quando somados à análise e à síntese, o desenvolvimento da criatividade acontece e coisas incríveis podem surgir. A criatividade pode ser o grande diferencial para um futuro ainda incerto.

O que você faz em suas aulas para desenvolver a criatividade? Compartilhe suas práticas, ideias e opiniões sobre o assunto!

As dicas foram extraídas deste artigo da Edutopia
Imagem: Pixabay

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